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Piemonte: por que a região concentra tantas oportunidades para brasileiros

Entre Turim e Milão, com trem, vinho, montanha e apartamentos a partir de 25 mil euros. Um guia das cidades do Piemonte onde acompanhamos mais compras e o que esperar de cada uma.

Equipe Brasilità4 min de leitura
Colinas do Monferrato vistas da varanda de uma casa em Pomaro Monferrato, Piemonte

O Piemonte é a região onde a Brasilità mais acompanha compras, e não é por acaso. É uma combinação rara de preço baixo, cidades de porte médio com todos os serviços e conexão fácil com Turim e Milão. Este guia é para quem está começando a olhar o mapa.

Onde fica e como se chega

O Piemonte é o noroeste da Itália, na fronteira com a França e a Suíça. A capital é Turim, a quarta maior cidade do país. Milão está a uma hora de trem de várias cidades da região. Os aeroportos são Turim-Caselle e Milão-Malpensa, este último com voos diretos do Brasil.

É uma região de planície, colinas e Alpes. As colinas do Monferrato, das Langhe e do Roero são patrimônio da UNESCO pela paisagem de vinhedos. É a terra do Barolo, do Barbaresco, da trufa branca de Alba e da avelã.

Por que os preços são baixos

O Piemonte industrial (Turim, Biella, Ivrea) perdeu população nas últimas décadas com a reestruturação da indústria. As cidades médias do interior têm hoje um estoque grande de apartamentos dos anos 60 e 70, herdados e vazios. É exatamente o cenário que descrevemos em Por que existem imóveis tão baratos na Itália, mas com uma diferença: aqui as cidades continuam vivas, com trem, hospital, universidade e emprego.

As cidades

Asti

Cerca de 74 mil habitantes, a 30 minutos de trem de Turim e pouco mais de uma hora de Milão. Cidade medieval, com centro histórico grande, hospital de referência, polo universitário ligado à Universidade de Turim e a maior feira de vinhos da região. Mercado de aluguel constante, puxado por estudantes, profissionais e famílias.

Na nossa carteira, apartamentos em Asti e nas cidades ao redor (Nizza Monferrato, Cocconato, Castelnuovo Belbo) vão de 22 a 60 mil euros.

Alessandria

Cerca de 92 mil habitantes, nó ferroviário entre Turim, Milão e Gênova. Universidade (Università del Piemonte Orientale), hospital grande, centro comercial ativo. Cidade de planície, mais funcional do que charmosa, com demanda sólida de aluguel e preços de apartamento entre 40 e 90 mil euros no centro.

Casale Monferrato

Cerca de 33 mil habitantes, às margens do rio Pó, no coração do Monferrato. Centro histórico bonito, estação de trem, hospital. Preços parecidos com Asti, com mais opções de casas com jardim nos arredores.

Biella

Cerca de 43 mil habitantes, ao pé dos Alpes, capital histórica da indústria têxtil italiana (Zegna, Cerruti, Loro Piana nasceram aqui). A saída da indústria deixou apartamentos muito baratos em Biella e nas cidades vizinhas (Candelo, Vigliano Biellese). Está a uma hora de Turim e de Milão, com montanha a 20 minutos. Ótima para quem quer morar; para aluguel, a demanda é menor do que em Asti e Alessandria.

Ivrea e o Canavese

Ivrea, cidade da Olivetti, é patrimônio da UNESCO pela arquitetura industrial do século XX. Fica a 40 minutos de Turim. O Canavese ao redor (Cuorgnè, Castellamonte) tem vilarejos de montanha com casas e apartamentos entre 30 e 70 mil euros.

O que esperar de um imóvel de 40 mil euros

Um apartamento de 60 a 80 metros quadrados, em prédio dos anos 60 ou 70, sem elevador, com dois quartos, aquecimento autônomo a gás e, em muitos casos, uma adega e uma sacada. Vai precisar de pintura e de alguma atualização de cozinha e banheiro. Reformado com 10 a 20 mil euros, aluga por 400 a 550 euros ao mês em Asti ou Alessandria.

Quem procura casa com jardim encontra a partir de 60 a 80 mil nas cidades pequenas do Monferrato, em estado para reformar, e a partir de 120 mil em bom estado.

Para quem o Piemonte é a escolha certa

  • Investidor de renda em euro, com orçamento de 30 a 80 mil euros e foco em aluguel de longo prazo em cidade universitária ou industrial.
  • Quem vai morar e quer qualidade de vida com custo baixo, perto de Turim e Milão, com montanha e vinho no fim de semana.
  • Descendentes de piemonteses, que são muitos no sul do Brasil, e querem voltar à cidade da família.

Para quem quer mar, o Piemonte não serve. Para quem quer a Toscana dos cartões-postais, também não. É uma região de trabalho, comida boa e paisagem discreta. Quem conhece, fica.

Como olhamos o Piemonte

A nossa equipe visita cada imóvel antes de colocá-lo na carteira. Verificamos o prédio, o condomínio, os documentos e a rua. Os imóveis que estão em brasilita.com/imoveis passaram por isso. Se o que você procura não está lá, a busca dedicada vasculha o mercado inteiro da região, com a nossa rede local.

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